O Congresso Nacional pode até aprovar a PEC que aumenta os valores dos auxílios sociais do Governo Federal nesta semana. No entanto, nem mesmo a possível e provável aprovação muda as regras de entrada nos programas do poder executivo. Nesse sentido, até mesmo a forma de seleção não será modificada.
No caso do Auxílio Brasil, por exemplo, é preciso ter um perfil ativo e atualizado no Cadúnico. A inscrição seguirá sendo de responsabilidade das prefeituras de cada cidade. Assim, a PEC não muda o fato de que o cidadão precisará concluir o processo de entrada nesta lista de maneira presencial, em local indicado pelo seu governo municipal.
Além da questão do Cadúnico, o cidadão também precisa ter uma renda per capita que varia entre R$ 0 e R$ 105. Tratam-se, portanto, de cidadãos que estão em situação de extrema-pobreza. Quem está em situação de pobreza (recebendo entre R$ 106 e R$ 210 per capita), também tem direito ao programa, desde que resida com uma gestante ou um menor de 21 anos.
É verdade que o Governo Federal quer inserir mais pessoas na folha de pagamentos do programa social. Segundo o relator da proposta no Senado, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), o plano é inserir mais de 1 milhão de pessoas no programa neste semestre. Mesmo que aconteça, o processo de seleção segue o mesmo.
Dessa forma, o cidadão não precisa se preocupar com inscrições diretas para o Auxílio Brasil. O Governo Federal verificará os nomes dos cidadãos que estão em situação de vulnerabilidade social e no Cadúnico, e selecionará os indivíduos que poderão entrar na folha de pagamentos. Todo o processo acontece de forma automática.



