A fila de espera para entrada no Auxílio Brasil é sempre alvo de muita polêmica. Nos últimos dias, a lista voltou a entrar em foco. O motivo: o Governo Federal enviou ao Congresso Nacional uma PEC que, entre outros pontos, permite zerar a fila de espera pela entrada no programa social. Para isso, eles pretendem inserir mais de 1 milhão de cidadãos na folha de pagamentos de uma só vez.
A visão do Governo Federal sobre a fila de espera mudou algumas vezes até chegar a este ponto. Nos últimos meses, membros do alto escalão do Palácio do Planalto chegaram a dizer que o poder executivo não teria nenhuma condição financeira de pagar o Auxílio Brasil para todas as pessoas que têm direito de fato ao programa.
No final do ano passado, por exemplo, o presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou a Medida Provisória (MP) que criava o Auxílio Brasil. Contudo, o comandante decidiu vetar um trecho específico do texto. Dessa forma, o presidente decidiu impedir justamente a regra que exigiria que o Governo Federal teria a obrigação legal de manter a fila de espera zerada.
Fila de Espera
Na ocasião, Bolsonaro argumentou que não poderia sancionar o trecho porque ele poderia ser perigoso justamente para as contas públicas. Esta também foi a opinião do Ministro da Economia, Paulo Guedes. Quando perguntado sobre a possibilidade de acionar o período de emergência para permitir o aumento no número de usuários, o chefe da pasta econômica explicou que a decisão se voltaria contra os mais pobres depois.
Alguns meses depois, a visão do Governo Federal sobre o tema mudou. A alteração deu munição para que membros da oposição passassem a insinuar que o Planalto só estaria tomando as novas decisões de olho nas eleições presidenciais, que acontecerão dentro de mais alguns meses. Membros do poder executivo negam a acusação.



