O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB) participou no início da tarde desta quinta-feira (3) de uma reunião com líderes do Congresso Nacional. Ele é o coordenador da equipe de transição e está realizando um série de encontros para tentar encontrar uma maneira para manter o Auxílio Brasil na casa dos R$ 600 em janeiro de 2023.
Logo depois da reunião, Alckmin participou de uma coletiva de imprensa e anunciou o desejo do criar uma espécie de PEC de Transição. A ideia é que este documento ajude a furar o teto de gastos públicos para conseguir pagar o benefício social no valor de R$ 600 no próximo ano. Hoje, a indicação é que o patamar turbinado só deve durar até dezembro.
Quem também participou da reunião e da entrevista coletiva foi o senador Marcelo Castro (MDB-PI), Ele é o relator da proposta de orçamento no Senado Federal. Ele confirmou a ideia da criação de uma PEC da Transição que poderia possibilitar mais gastos excepcionais e manter o Auxílio Brasil no valor de R$ 600 por mais tempo.
“Chegamos a um acordo: não cabe no orçamento atual as demandas que precisamos atender. Então, de comum acordo, decidimos levar aos líderes partidários, aos presidentes da Câmara e do Senado a ideia de aprovarmos uma PEC em caráter emergencial, excepcionalizando do teto de gastos despesas que são inadiáveis”, afirmou Marcelo Castro.
“Nós vamos procurar o presidente da Comissão Mista de Orçamento, deputado Celso Sabino (União Brasil-PA) e depois vamos conversar com os presidentes da Câmara (Arthur Lira (PP-AL))e do Senado (Rodrigo Pacheco (PSD-MG))”, disse Geraldo Alckmin. Logo depois desta entrevista, o vice-presidente eleito foi ao Palácio do Planalto, onde deve se encontrar com o Ministro chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira ainda na tarde desta quinta-feira (3).



