Desde que começou os pagamentos do Auxílio Emergencial, o Governo Federal realizou mais de 2 milhões de cortes no programa. Esse é o número de pessoas que chegaram a receber pelo menos uma parcela do benefício mas que perderam o direito de receber esse dinheiro no decorrer dos repasses.
Mesmo diante de muita reclamação sobre esses bloqueios, o Governo deixou claro que eles podem continuar. É que de acordo com o Ministério da Cidadania, o Dataprev faz análises sucessivas nas contas de cada um dos beneficiários do programa. O objetivo é simplesmente detectar possíveis fraudes.
Diante das irregularidades, o Dataprev realiza o bloqueio. Para algumas pessoas que passam por essa situação, existe a opção de contestar o resultado. Eles possuem 10 dias para fazer isso. No entanto, muita gente afirma que não tem essa opção. O órgão do Governo explica que nem todo caso é passível de contestação.
Só entre os meses de maio e junho, o Planalto realizou o corte em cerca de 1,1 milhão de contas do programa. Esses bloqueios aconteceram a partir de informações não apenas do Dataprev, como da Controladoria Geral da União (CGU) também. São órgãos que fazem portanto esse processo de fiscalização nas contas dos usuários.
Em muitos desses casos, as pessoas conseguem um emprego formal. Ao passar por isso, ele perde o direito de receber o benefício. Brasileiros que ultrapassam o limite máximo de renda per capita também podem perder o programa. O Dataprev e a CGU analisam minuciosamente cada um desses casos.



