Muita gente não gostou quando o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes decidiu pedir vista no julgamento da correção do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Mas, o fato é que uma pessoa em particular comemorou muito a decisão do magistrado. Essa pessoa responde pelo nome de Fernando Haddad (PT), o Ministro da Fazenda.
Ao pedir vista no julgamento do STF, Kassio Nunes Marques, na prática, paralisou os debates no Supremo Tribunal Federal por tempo indeterminado. É fato que ele prometeu retomar o processo o quanto antes, mas na prática, ainda não se sabe quando o julgamento em torno de uma mudança na correção do FGTS vai voltar a acontecer.
Haddad disse que telefonou para Kassio Nunes para agradecer “a oportunidade que o pedido de vista oferece para que Fazenda, Banco Central e Advocacia-Geral da União possam ter mais tempo para entregar os cálculos de impacto”, disse o Ministro que controla a área econômica do Governo Federal.
“Isso nos dá o tempo necessário para fazer as contas sobre o impacto com relação ao fundo de garantia, que é um patrimônio do trabalhador, com relação aos contratos em vigor e os contratos de financiamento das obras que o fundo de garantia financia”, afirmou.
“Descasar o ativo e o passivo do fundo vai gerar um problema difícil de solucionar porque é um fundo muito grande, estamos falando de centenas de bilhões de reais”, acrescentou o Ministro da Fazenda em conversa com jornalistas nesta terça-feira (2).
O chefe da pasta econômica se encontrou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta tarde. Entre os assuntos discutidos, estava justamente a possibilidade de mudança no sistema de correção do Fundo de Garantia e o impacto que a decisão poderia causar para as contas públicas agora.
Entenda o caso
Atualmente, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço é corrigido anualmente apenas pela chamada Taxa Referencial (TR) e mais 3% ao ano. Analistas acreditam que este atual sistema quase não gera rendimento para o trabalhador.


