Desde que anunciou o aumento do teto da taxa de juros do consignado de 1,70% para 1,97% ao mês, o Governo Federal vem recebendo uma série de boas notícias. Nas últimas horas, vários dos principais bancos brasileiros estão retomando o crédito para segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Ao menos até a publicação deste artigo, instituições como Bradesco, Santander, Banco Pan e Banco do Brasil já tinha confirmado oficialmente o retorno ao sistema. Contudo, por que necessariamente esta decisão em massa está sendo vista como uma boa notícia para o Governo Federal?
Dados mais recentes do Banco Central (BC) mostram que entre os segurados do INSS que solicitam o consignado, sete em cada 10 são pessoas que recebem até dois salários mínimos. Estamos falando, portanto, de pessoas que estão nas camadas mais pobres da sociedade, e que usam o crédito para comprar itens básicos como alimentação, por exemplo.
Quando o Governo decidiu reduzir o teto da taxa de juros do consignado para 1,70% no início deste mês, a grande maioria dos bancos brasileiros deixou de ofertar o serviço. Assim, é possível dizer que as pessoas mais pobres que fazem parte do INSS e que estavam interessadas no empréstimo, não tinham nenhum tipo de saída para conseguir um crédito.
Sem a presença dos bancos oferecendo o consignado, existia um temor de que este público pudesse buscar outros tipos de empréstimos, com taxas de juros notadamente mais altas – o consignado é uma das modalidades com as taxas mais baixas do mercado. Existia ainda uma opção pior: a de buscar ajuda com um agiota, por exemplo.



