O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) é uma conta criada para o trabalhador, no momento em que um contrato de trabalho com carteira assinada ocorre. Desta maneira, todos os meses, 8% do salário do trabalhador é destinado a esta conta. O objetivo do fundo é criar uma espécie de reserva financeira para o trabalhador, que pode ser utilizada em casos de demissão sem justa causa, no entanto, existem outras modalidades de saque do FGTS.
Sendo assim, este é o caso do saque calamidade do FGTS, que permite que o trabalhador retire parte do dinheiro disponível no fundo. Este recurso é destinado aos cidadãos que tiveram prejuízos por conta de desastres da natureza, em locais que foi decretado estado de calamidade pública.
Nesse sentido, de acordo com um levantamento feito pela Caixa a pedido do GLOBO, os saques calamidade do FGTS atingiram a marca dos R$ 3,7 bilhões em um período de quase 10 anos, chegando a uma média de R$ 300 milhões ao ano.
Isso levanta uma questão importante, pois os recursos do governo gastos para reduzir os riscos de desastres naturais no mesmo período chegaram a aproximadamente R$ 1,1 bilhão, segundo dados da Consultoria de Orçamento da Câmara.
Além disso, desde o início do Minha Casa, Minha Vida em 2009, o governo investiu cerca de R$ 900 milhões no deslocamento de moradores para fora de áreas de risco. No total, um valor aproximado de 10,7 mil unidades habitacionais foram contratadas para atender essas pessoas, segundo o Ministério das Cidades.

Falta de prevenção para desastres naturais e saque do FGTS
Como visto, o FGTS libera milhões de reais em saques de calamidade todos os anos, um dinheiro que pertence ao próprio trabalhador e poderia estar sendo usado para outros fins. Por outro lado, o investimento em prevenção de desastres naturais é muito menor, e se mostra ineficiente.



