O Governo Federal ainda não decidiu de forma clara qual será o futuro do saque-aniversário do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Segundo informações de bastidores colhidas pelo jornal O Globo, fato é que dentro do Palácio do Planalto uma ala trabalha para aplicar mudanças no sistema, e outra prefere manter tudo como está.
Quem está capitaneando a tentativa de mudança é o Ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT). Inicialmente, ele disse que acabaria com o sistema de saque-aniversário do FGTS. Contudo, ele recuou desta indicação inicial, e hoje afirma que vai apenas aplicar algumas mudanças no sistema, e são justamente estas alterações que preocupam o Ministério das Cidades.
As mudanças
- Como funcionava antes de Bolsonaro
Antes de Jair Bolsonaro, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço indicava que o trabalhador não poderia escolher quando sacar o seu saldo. A ideia era liberar o dinheiro apenas em momentos específicos, como uma demissão sem justa causa, ou situações ainda mais extremas como o acometimento de uma doença grave, por exemplo.
- Como funciona hoje
Durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), esta regra mudou um pouco. A partir de então, os cidadãos ganharão o direito de aderir ao saque-aniversário. Neste caso, o trabalhador passava a ter o direito de sacar a quantia sempre uma vez por ano no mês do seu nascimento, ou nos dois meses imediatamente seguintes.
Quem opta pelo saque-aniversário, no entanto, perde o direito de sacar a quantia em situações de emergência, como em uma demissão sem justa causa, por exemplo.
- Como poderá passar a funcionar
A ideia de Luiz Marinho é manter o sistema de saque-aniversário, mas retirar a regra que impede o saque em momentos de demissão sem justa causa. Assim, o cidadão demitido poderia sacar o saldo mesmo nos casos em que ele tenha optado pelo sistema de saque-aniversário.
O temor do Ministério das Cidades
Mas afinal de contas, por que a ideia do Ministério do Trabalho preocupa o Ministério das Cidades? A pasta comandada por Jader Filho acredita que o plano de mudança no saque-aniversário vai permitir que os trabalhadores saquem mais os seus saldos de forma integral. Como o Minha Casa, Minha Vida usa o dinheiro retido do FGTS, sobraria menos dinheiro para este projeto social.




