A taxação das comprinhas de produtos importados de até US$ 50 pode ser sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mais rapidamente do que se imaginava. Inicialmente, a ideia era de que o petista assinaria a medida apenas no dia 2 de julho.
Contudo, de acordo com informações de bastidores, o presidente teria sido convencido a antecipar esta sanção e vai assinar o documento já nesta quinta-feira (27). Assim, é possível que o aumento dos preços dos produtos importados aconteça mais rapidamente do que se imaginava inicialmente.
Quando a taxação da Shein começa a valer?
Considerando que Lula confirme sua indicação e sancione a medida, quando a nova taxação começa a valer? Ainda não há uma resposta para esta pergunta. Assim, ao menos até agora os consumidores podem seguir comprando produtos de até US$ 50 com isenção completa de impostos federais.
Mas isso não deve durar por muito mais tempo. De acordo com informações de bastidores, a ideia do governo federal é sancionar a medida o quanto antes para que a nova taxação de 20% sobre produtos importados de até US$ 50 seja feita já a partir do mês de julho.
O que muda para o consumidor
Caso o presidente Lula sancione a medida, os produtos que custam menos do que US$ 50, passarão a ser taxados com o imposto de importação de 20%. Mas para além disso, haverá ainda a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), que vai para os estados. Esta alíquota é de 17%.
Os 20% são cobrados em cima do valor do produto (que pode ter também cobranças extras de frete e até de seguro). Já os 17% do ICMS são cobrados a partir do valor da compra já somado o valor de importação.
Imagine, por exemplo, uma compra que custa US$ 50. Neste caso, vai incidir primeiro os 20% do imposto de importação, o que vai elevar o valor para US$ 60. Logo depois, haverá a incidência do ICMS sobre estes US$ 60, o que pode fazer o valor ser elevado para US$ 72,29, ou R$ 382,93 de acordo com a cotação atual.



