Em seu plano de orçamento para o ano de 2023, o Governo Federal está propondo um corte de 95% na verba destinada ao Sistema Único de Assistência Social (Suas). Trata-se da área responsável pela gestão dos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS). Em boa parte das cidades, são estes locais que recebem a população para a seleção do Cadúnico e consequentemente de auxílios sociais.
Segundo a projeção do Governo indicada no plano de orçamento, a ideia central é liberar R$ 48,3 milhões para o Suas no ano de 2023. Em um nível de comparação, a mesma União enviou uma proposta inicial de R$ 967,3 milhões para esta mesma área em 2021. Depois, o Congresso Nacional conseguiu elevar o valor para 2022.
A proposta que prevê um corte de 95% nas verbas para o Suas acontece justamente em um momento de reclamações quanto ao funcionamento dos CRAS e também dos centros do Cadúnico em todo o país. Com o aumento da pobreza nos últimos anos, mais pessoas estão recorrendo ao sistema para tentar entrar em programas sociais.
Filas
Não é raro ver imagens de filas que tomam quarteirões inteiros em cidades como Recife, Salvador, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. No último mês de agosto, uma mulher de 44 anos de idade morreu enquanto esperava por atendimento em um CRAS na região do Paranoá, em Brasília. O Governo do Distrito Federal (DF) nega que ela tenha morrido por este motivo.
Fato é que o Cadúnico é uma lista do poder executivo que reúne os nomes das pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social. Em tese, o custo para a manutenção dos CRAS é dividido entre a União e as prefeituras. Um corte no orçamento, pode fazer com que se aumente o risco de que algumas cidades não consigam manter as áreas sozinhas.



