Na última quarta-feira, 04 de outubro, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que trata sobre implantação do programa de enfrentamento a fila de espera do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).
O texto, portanto, estabelece o pagamento de uma compensação financeira para servidores, com o objetivo de otimizar o número de atendimentos e acelerar a análise de documentos.
A proposta conseguiu aprovação mesmo com a obstrução da oposição e também da bancada ruralista. Isto é, que tentavam atrasar o andamento do tema no Congresso Nacional em razão de decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF).
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Agora, o próximo passo será o encaminhamento ao Senado Federal.
O que diz a proposta da fila do INSS?
Para a implementação do programa de redução da fila de espera do INSS, o Governo Federal necessita de um orçamento de cerca de R$ 130 milhões.
Além disso, este também irá tratar sobre a regularização da telemedicina na Previdência Social. Assim, ela poderá funcionar como uma ferramenta para agilizar a liberação dos documentos necessários para solicitação de benefícios e seguros.
Ademais, o texto também conta com:
- Concessão de reajuste salarial de policiais militares e bombeiros do Distrito Federal;
- Criação de um sistema de cotas para indígenas nos concursos da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
Durante a votação, a parlamentar Erika Kokay elogiou a medida e criticou a fila de espera do INSS. De acordo com a deputada, portanto, a situação que a atual gestão enfrenta é uma herança do governo anterior.
Além disso, Erika também comentou sobre a importância da aplicação de um reajuste salarial às forças de segurança do DF, que seria uma forma de valorizar seu trabalho.
Já o deputado Carlos Jordy, classificou a proposta com uma “salada de frutas”, por tratar de diferentes assuntos em uma mesma proposta.
“É um projeto que, ao querer enfrentar um problema [a fila do INSS], cria diversos outros”, relatou o deputado.
Proposta já passou por parlamentares
O Governo Federal já encaminhou o tema para a análise do Congresso Nacional anteriormente.
Contudo, o envio foi no formato de uma Medida Provisória (MP). Isto é, que apresenta caráter imediato, mas com necessidade da liberação dos parlamentares dentro de um prazo máximo de quatro meses para se transformar em lei.
Assim, a gestão acabou optando por reenviar o texto já como projeto de lei após pressão recente do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. Este, por sua vez, vem solicitando que o Executivo diminua a utilização das MPs, já que existe uma grande discussão entre parlamentares que compõem o Senado e a Câmara sobre o andamento deste tipo de formato.
Isso ocorre porque a Constituição diz que medidas provisórias devem passar por uma comissão de parlamentares que fazem parte do Congresso Nacional, ou seja, deputados e senadores.
No entanto, durante o período de afastamento social da pandemia de Covid-19 que atingiu todo o mundo, as medidas provisórias passaram a ser analisadas diretamente em plenário, inicialmente na Câmara dos Deputados e depois no Senado Federal.
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