O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) iria paralisar seus atendimentos durante a última quarta-feira, 07 de dezembro, em razão da falta de recursos. No entanto, o Ministério da Casa Civil entrou em ação para impedir que as agências da instituição não abrissem.
Então, o presidente da entidade Guilherme Gastaldello e o ministro do Trabalho e Previdência, José Carlos Oliveira, que já foi presidente do INSS, se encontraram durante esta semana com Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil.
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Durante a reunião, o governo solicitou mais tempo para resolver o problema e indicou que o INSS irá conseguir lidar com o repasse de verbas.
Órgão enviou documento sobre falta de recursos
No decorrer da última sexta-feira, 02 de dezembro, o instituto encaminhou um documento ao Ministério da Economia. O texto, portanto, relatava os prejuízos que poderiam ocorrer nos serviços essenciais do órgão em razão dos recentes cortes orçamentários.
Assim, demonstrou-se que isso resultaria no fechamento de agências da entidade e suspenção de perícias médicas e atendimentos em geral.
“Nós já tínhamos alertado esses problemas para o presidente do INSS e ao ministro do Trabalho. Há consequências tanto dentro da instituição, quanto para as pessoas seguradas. É muito ruim”, declara João Torquato, representante do Consórcio de Sindicatos de trabalhadores da Seguridade Social.
Ademais, membros da alta cúpula do INSS iniciaram diálogo com funcionários da instituição para comentar sobre os problemas.
Somente após a realização de uma reunião com o Governo Federal, o Ministério do Trabalho e Previdência e o próprio INSS divulgaram, por meio de nota, “que as restrições orçamentárias impostas neste fim de ano não ocasionarão interrupção dos serviços do INSS aos segurados. E que não haverá fechamento das unidades. O atendimento ao público está mantido”.
Além disso os órgãos também informaram que o pagamento de todos os benefícios que são de responsabilidade do INSS acontecerão como costume. Trata-se, portanto, de benefícios como, por exemplo, aposentadorias, pensões, benefícios por incapacidade e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Durante a última terça-feira, 06 de dezembro, o Governo Federal solicitou ao Congresso Nacional a aprovação de créditos suplementares com o valor de R$ 3 bilhões e R$ 875 milhões. Assim, seria possível efetuar o pagamento de benefícios culturais da Lei Paulo Gustavo.
Bloqueio de verbas pode impactar vigilância e limpeza do INSS
O sindicato de servidores do INSS vem se mostrando preocupado que os cortes de recursos no órgão impactem serviços básicos. Isto é, como de limpeza e vigilância das agências físicas da instituição.
Durante o mês de janeiro deste ano, o INSS sofreu o bloqueio de R$ 988 milhões e, no término do mês de novembro, o governo comunicou que iria cortar mais R$ 5,7 bilhões do Orçamento de 2022. Assim, haveria impacto no funcionamento das agências até o fim deste ano. Até o momento, contudo, não se sabe a quantia total do bloqueio que o INSS enfrenta.
Cristiano dos Santos Machado é o diretor do Sindicato dos Servidores e Trabalhadores Públicos em Saúde, Previdência e Assistência Social no Estado de São Paulo (Sinsprev/SP) e da Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps). Assim, ele relatou que o sindicato foi pego de surpresa pelo comunicado.



