O Ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT) voltou a falar sobre o possível cancelamento do processo de saque-aniversário do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Segundo Marinho, ele estaria pensando nos trabalhadores e não nos bancos ao propor esta mudança no sistema.
“Problema é dos bancos, não é problema meu. Ninguém mandou emprestar. O saque-aniversário esvazia, enfraquece o fundo, e cria um trauma”, disse o Ministro em entrevista para o jornal Folha de São Paulo publicada nesta semana. Esta não foi a primeira vez que Marinho criticou esta modalidade.
O FGTS é uma espécie de Fundo de Garantia que pertence ao trabalhador, mas só pode ser usado em situações específicas, como em uma demissão sem justa causa, por exemplo. Durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), os trabalhadores ganharam a opção de sacar este saldo também no mês do seu aniversário.
Com esta opção, o trabalhador pode retirar o dinheiro no mês do seu nascimento, ou nos dois meses imediatamente seguintes. Contudo, ao fazer esta opção ele não pode mais sacar o saldo em caso de demissão sem justa causa. Este é justamente o ponto que costuma gerar polêmica entre os críticos do saque-aniversário.
Segundo Marinho, existe a possibilidade de abrir uma negociação com os bancos para que eles não abram mais o saque-aniversário daqui para frente. Neste caso, as pessoas que já solicitaram esta modalidade não teriam nenhuma mudança. Contudo, este é um assunto que ainda deverá passar por mais discussões.
Declaração polêmica
No início de janeiro, Marinho causou polêmica ao dizer que acabaria com o saque-aniversário. Logo depois, ele disse que ainda discutiria o tema junto ao Conselho Curador do FGTS. Nesta nova entrevista ao jornal Folha de São Paulo, ele deixou claro que não se arrependeu do que disse.



