O Ministério do Trabalho analisa nesta semana os dados registrados na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O motivo: eles querem encontrar os nomes de caminhoneiros que estejam aptos ao recebimento do Pix de R$ 1 mil, que será enviado em seis repasses até o final deste ano. O prazo para a seleção é 31 de maio.
Você não leu errado. O prazo que o Governo estabeleceu para a seleção já passou. Eles analisarão apenas as informações dos caminhoneiros que se inscreveram nesta lista até o dia 31 de maio, de modo que os trabalhadores que entraram no sistema depois deste prazo, não poderão ser selecionados, mesmo que se encaixem nas regras.
Este sistema de seleção naturalmente provoca reclamações por parte dos caminhoneiros, que podem achar que o processo seria injusto. Afinal de contas, o Governo Federal está fazendo a seleção através de uma lista que muitos trabalhadores sequer conheciam. Eles nem chegaram a ser avisados que precisavam entrar no sistema.
De todo modo, o Governo Federal se defende afirmando que o processo poderá impedir a realização de golpes com o dinheiro do benefício. O Ministério do Trabalho teme que a liberação de uma inscrição pudesse atrair golpistas para tentar burlar as regras gerais do novo programa. Ao pegar os dados que já existiam antes do anúncio do projeto, o Planalto espera encontrar apenas verdadeiros caminhoneiros.
O sistema em questão já teve validade no Auxílio Emergencial do Governo Federal. Ainda em 2020, o Ministério da Cidadania abriu uma inscrição para entrada no programa. Nos anos seguintes, o Planalto pagou ao menos duas novas versões do projeto, mas não abriu novas inscrições, e manteve a seleção com base nas informações do primeiro envio.



