Uma das reformas mais criticadas pela esquerda brasileira nos últimos anos, a Reforma Trabalhista não deverá passar por nenhum tipo de revogação. Ao menos é o que garante o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello. Ele é um dos braços direitos do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).
“O que se discutiu não foi nenhum tipo de revogação (da Reforma Trabalhista). Existem aspectos da legislação trabalhista que precisam ser repensados, inclusive à luz da experiência internacional”, afirmou, citando a questão de uma proteção maior para algumas categorias trabalhistas.
Reforma Trabalhista
A Reforma Trabalhista é um texto que opõe alguns dos principais setores da sociedade. De um lado, boa parte dos empresários brasileiros afirma que o texto é importante para aumentar o nível de contratações. Sindicatos, por outro lado, afirmam que a aprovação retira alguns direitos dos trabalhadores.
Nos últimos dias, membros do governo Lula, e o próprio presidente, participaram de uma série de reuniões com representantes de Centrais Sindicais. Nestas reuniões, alguns sindicalistas chegaram a pedir abertamente a revogação total da Reforma Trabalhista, mas o Governo ainda não confirma o que poderá fazer.
Vale lembrar que o presidente Lula não chegou a prometer a revogação total da Reforma Trabalhista durante a campanha presidencial do ano passado. Entretanto, ele chegou a dizer que precisaria rever alguns pontos como a questão do trabalho intermitente e as normas de imposição de limites para os acordos trabalhistas.
Grupo de trabalho
Recentemente, Lula disse que criou um grupo de trabalho para tratar das regras trabalhistas brasileiras. O foco desta equipe, no entanto, não está exatamente na Reforma Trabalhista, mas nas regras de trabalho para os funcionários das empresas de app.



