No meio da polêmica envolvendo possíveis mudanças no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), o ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT) decidiu se pronunciar. Por meio de suas redes sociais, ele disse nessa terça-feira (22), que a ideia de acabar com os pagamentos seria uma grande Fake News.
“FAKE NEWS: O Ministério do Trabalho e Emprego NÃO cogita ou realiza QUALQUER debate sobre o fim da multa rescisória, paga ao trabalhador e à trabalhadora após a demissão, ou sobre a redução do FGTS”, disse ele.
Nos últimos dias, veículos de imprensa chegaram a publicar que o governo federal estaria discutindo a possibilidade de aplicar mudanças no FGTS. Entre as alterações previstas poderia estar justamente o fim da multa rescisória, ou uma redução geral do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
Entretanto, é importante notar que esses veículos de imprensa não disseram que o debate estava acontecendo no ministério do Trabalho, comandado por Luiz Marinho. De acordo com essas informações, o debate estaria sendo capitaneado pelo Ministério da Fazenda e pelo Ministério do Planejamento e Orçamento.
Assim, o ministro do Luiz Marinho não erra ao dizer que o Ministério do Trabalho não estaria discutindo o tema. Contudo, ele não nega nesse post que o assunto poderia estar sendo discutido em outras pastas do governo federal, particularmente comandada pelos ministros Fernando Haddad e Simone Tebet.
O debate no governo federal
Em entrevista recente, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, confirmou que a equipe econômica do governo federal está trabalhando na possibilidade de aplicar mudanças em vários benefícios sociais e previdenciários.
Mesmo sem citar quais benefícios estariam na mira, Simone Tebet detalhou que todos os assuntos estão na mesa neste momento, e que não há um veto sobre qualquer tema.
“Veja, não posso dizer o que vai entrar ou o que não vai entrar. De novo, vocês não vão tirar uma palavra sobre que entra ou que não entra, porque senão vocês, por exclusão, vão saber também o que não entra. O que eu posso dizer é o seguinte: Salário acima do limite constitucional não é desperdício, é ilegal, inconstitucional e imoral”, disse Tebet nesta terça após reunião com Haddad.



