Na última semana, o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB) apresentou ao Congresso Nacional a minuta da chamada PEC da Transição. Este é o texto que tem como objetivo manter o Auxílio Brasil na casa dos R$ 600 no próximo ano. O documento prevê a liberação de quase R$ 200 bilhões fora do teto de gastos públicos.
Desde a apresentação desta proposta inicial, parlamentares que não gostaram muito da ideia apresentaram uma série de alternativas mais baratas. Até aqui, ao menos três propostas de PECs mais enxutas foram apresentadas oficialmente no Congresso Nacional. Curiosamente, todas elas são de congressistas do PSDB.
Um desses textos é de autoria do senador Alessandro Vieira (PSDB-CE). Desde a última segunda-feira (21), ele está colhendo assinaturas para esta nova PEC. De uma maneira geral, o seu texto permite a liberação de apenas R$ 70 bilhões fora do teto de gastos públicos, ou seja, R$130 bilhões a menos. Além disso, o documento também prevê a exigência da criação de uma nova regra fiscal até julho de 2023.
Esta nova regra fiscal não precisaria ser necessariamente o atual teto de gastos públicos. De toda forma, esta nova âncora não colocaria restrições em gastos sociais como o pagamento de um programa de transferência de renda, seja o Auxílio Brasil ou qualquer outro projeto que possa ser trabalhado pelo governo que vai assumir o poder em janeiro.
A nova âncora também não contaria com um freio de gastos para as despesas com proteção do meio ambiente, ou gastos com universidades públicas, por exemplo. Para começar a tramitar oficialmente, a proposta ainda precisa da assinatura de outros 26 senadores.



