Esta segunda-feira (11) pode ser um dia muito importante para trabalhadores de todo o país. Isso porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá anunciar ainda hoje um pacote de corte de gastos que pode atingir programas e benefícios sociais, previdenciários e trabalhistas de milhões de pessoas.
No decorrer dos últimos dias, Lula se reuniu com uma série de ministros para tentar destrinchar o que vai acontecer com esses benefícios a partir de agora. O que se sabe é que os cortes serão feitos, mas ainda não é possível cravar quais programas serão afetados diretamente.
Entre os trabalhadores, há um misto de apreensão e medo neste momento. Afinal de contas, não se sabe se eles poderão sofrer algum impacto com os cortes que serão programados pelo governo federal.
O Ministério da Fazenda argumenta que esses cortes são importantes para que o governo federal consiga equilibrar as suas contas, e contenha a inflação, que por sua vez tem impacto no preço dos alimentos que os mais pobres compram todos os dias no mercado, por exemplo.
O seguro-desemprego
Existe uma expectativa muito grande em relação ao que vai acontecer com o seguro-desemprego. Este é um saldo destinado a trabalhadores que acabaram de perder o emprego sem justa causa.
Atualmente, os trabalhadores que se enquadram nessa situação podem receber de três a cinco parcelas de no mínimo um salário mínimo por mês.
No caso específico do seguro-desemprego, o presidente Lula avalia a possibilidade de diminuir o número de parcelas, além de reduzir o patamar pago dentro desse sistema.
Para além disso também existe a possibilidade de dificultar o acesso ao programa. Um dos planos, por exemplo, é criar uma espécie de limitação de renda para que o cidadão tenha direito ao benefício.
Pedido de demissão
Em entrevista concedida antes das reuniões da última semana, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho disse que não foi consultado sobre possíveis mudanças, e que nenhum debate envolvendo alterações do seguro-desemprego passou pelo seu ministério.
“Se ninguém conversou comigo, não existe. Se eu sou responsável pelo Trabalho e Emprego. A não ser que o governo me demita”, afirmou o ministro do Trabalho.




